Aprender com os erros…

Ilustríssimos leitores…Que gosto em estar mais uma vez na vossa companhia.

Aguardei ansiosamente por vos escrever mais uma semana para vos poder contar um pouco mais sobre a minha história. Espero que estejam a gostar deste nosso blog tanto como nós (Sr. X e Mrs.Z) gostamos de escrever para vocês.

A semana passada abordei algo que considero muito importante na vida de todos nós, o início. Tal como vos falei, ter a iniciativa de mudar a nossa vida apenas depende de nós próprios e essa busca tem de ser contínua. Mas no final de contas porque precisamos nós de mudar? Qual é o mal de termos apenas um dia a dia comum, com um ordenado fixo e aspirações médias? Vamos já descobrir….

No meu caso uma vida banal é simplesmente insuficiente. Eu, como muitos de vós, também já passei por uma fase em que tinha o meu trabalho regular, com um ordenado médio (para o padrão português) e uma vida rotineira. Nada mudava no meu quotidiano a não ser a minha infelicidade em relação à minha conta bancária.

Quando comecei a trabalhar estive aproximadamente um ano a receber um ordenado que era pouco mais que o ordenado mínimo. Na altura chegava bastante bem pois tinha apenas 19 anos e as minhas despesas eram praticamente nulas. Depois desse período rapidamente subi para o patamar onde iria ficar durante alguns anos. 740€! Esse seria o meu ordenado nos próximos 5 anos…Para muita gente isso seria um valor perfeitamente aceitável, mas não para mim. Com o passar dos anos vi que isso era insuficiente para fazer face aos meus gastos mensais. As despesas acumulavam-se e o dinheiro parecia cada vez menos. Algo tinha de mudar. 

falta-de-dinheiro

Como não podia deixar de ser aqui o vosso Mr. W decidiu investir o seu tempo e energia em procurar outras soluções dentro da sua área de trabalho. Como a vontade era imensa e a determinação não faltava achei a solução…o salto era grande mas valia a pena.

Havia uma luz ao fundo do túnel e eu apenas tinha de ter a coragem de atravessar esse mesmo túnel. Essa nova solução implicava sair da zona de conforto mas o salto salarial era enorme. Como não me sentir tentado? De um emprego que me pagava 740€/mês tinha oportunidade de passar para um que me rendia sensivelmente 5000…Tinha achado a solução para os meus problemas……ou pelo menos era o que eu pensava. Aquilo que nunca quis acreditar é que com mais ganhos surgem mais responsabilidades. Iria descobrir isso da pior maneira possível.

Nos meses em que trabalhei com esse rendimento nunca pensei sequer em investir, poupar ou mesmo até fazer uma coisa tão simples como um Plano Poupança Reforma (PPR). Queria apenas ver a minha conta bancária crescer. Por algumas contrariedades da vida a maior parte do dinheiro que tinha na minha conta bancária teve de ser gasto. Gastei sem olhar a consequências e reparei muito rapidamente que apesar dos números serem animadores rapidamente também deixam de o ser. “Como e para onde foi o meu dinheiro?” Perguntava eu…Felizmente para mim arranjei mais um emprego que me pagava ainda melhor do que o anterior. No espaço de seis meses passei de 700€ para 5000€ e posteriormente para 8000€. A vida corria bem e tudo parecia um conto de fadas….Estava tão errado.

Depois de estar um mês e meio nesse trabalho e saí com uma boa quantia de dinheiro que achava ser eterna. Mais uma vez nunca pensei em soluções de investimento. Muito mal jogado Mr. W…..Depois de uns meses desempregado (por opção própria) fui forçado a aceitar um trabalho que me pagava um valor inferior a qualquer um destes dois últimos. E aí senhoras e senhores é que tudo começa…..Comecei a fazer contas a sério e entrar nos extratos em pormenor. Algo estava a nascer e ainda não sabia bem o quê. Hoje em dia é claro como água.

Quando andava na escola a minha professora de contabilidade geral dizia algo que nunca mais me sairá da cabeça: “O sistema da Segurança Social está a ruir e quando chegar a vossa vez de receberem uma reforma não vai haver dinheiro para vos pagar.” Por uma qualquer razão nunca me esqueci daquelas palavras. O meu único erro foi não ter agido sobre isso mais cedo. Erro número um….não olhar em frente, estar apenas focado no presente. Qualquer PPR que se possa constituir tem vantagens e hoje em dia temos de pensar cada vez mais no que será de nós quando a altura chegar. Por essa razão comecei a investigar quais os melhores PPR que poderia fazer para estar salvaguardado caso tudo o resto falhasse. Com as minhas pesquisas, apesar de modestas na altura, encontrei algo ao meu gosto. Tinha um risco associado mas tinha o meu capital garantido. Perfeito! Conseguia fazer uma entrega mensal que tinha um valor mínimo de 25€ e era por débito directo. Nem se sentia.

Sendo eu uma pessoa cautelosa não conseguiria apenas entregar apenas 25€ por mês e esperar viver confortavelmente na idade de reforma. Era insuficiente. À medida que fui lendo livros e estudando um pouco mais sobre este tão vasto assunto que são as finanças procurei também por fundos de investimento com aplicações a longo prazo. Tinha de ter uma boa rede onde me apoiar caso tudo o resto não corresse conforme planeado. Penso que um fundo de investimento desses seja muito apropriado para alguém que está no princípio da sua carreira financeira por uma razão muito simples….Com este investimento estamos a alargar o nosso portfólio sem termos que ser gestores ou investidores. Estamos a investir em várias áreas tais como as obrigações, acções e até mesmo no ramo imobiliário. Claro que teremos sempre um risco associado, mas com uma taxa anual acima dos 7% ao ano quem não quer correr esse risco? É uma taxa bem melhor do que se tivermos o dinheiro “debaixo do colchão”.

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Erro número dois: pagar as dívidas todas com recursos reduzidos. Pois é caro leitor, aqui o vosso Mr W decidiu dar um passo em frente na sua vida mas esqueceu-se que nem sempre podemos fazer as coisas quando queremos. Decidindo não pagar mais juros para as tais companhias que nos emprestam dinheiro com “excelentes condições” optei por pagar algumas dívidas depois de ter juntado dinheiro. Até aqui tudo bem se não fosse pelo facto de isso ter dado um golpe bastante duro no dinheiro que até agora tinha guardado com tanto esforço. Fiquei descapitalizado e voltei há estaca zero….Altura de amealhar novamente para pôr em prática todos os planos que tenho em mente.

Com estes exemplos espero conseguir passar a mensagem que o dinheiro não pode ser todo ganho e todo gasto de uma vez só. Tem de ser bem gerido e principalmente bem investido. Seja em fundos de investimento, obrigações, imobiliário ou quem sabe em algum ouro.

Para uma solução a longo prazo estamos com uma estratégia definida, mas a curto prazo algo tem que ser feito pois o tempo não espera por ninguém.

Para a semana irei falar um pouco mais sobre a estratégia a curto prazo e em como isso poderia afetar o meu quotidiano. Várias opções estão em cima da mesa mas terei de começar por uma.

Como sempre foi um prazer estar na vossa companhia e “não percam o próximo episódio porque nós também não”☺️

O vosso,

Mr W

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