Fundos de Investimento Globais – PEF

How to Own the world

Caríssimos e Caríssimas,

Um dos livros mais inspiradores que X leu, e não se cansa de recomendar, é o “How to Own the World” de Andrew Craig.

Gostaria de vos falar um pouco sobre este livro e sobre a filosofia que o mesmo defende, a qual e aplicada ao fundo de investimento, gerido pelo próprio Andrew Craig, que X vos falou na semana passada: VT PEF GLOBAL MULTI ASSET



A filosofia por detrás deste fundo de investimento parte do principio que, apesar de todas as crises, a economia mundial está a crescer, e mais do que nunca! Este crescimento deve-se essencialmente a três pontos:

  • Crescimento da população mundial
  • Desenvolvimentos económicos
  • Desenvolvimentos tecnológicos

No ano 2000, o mundo gerou cerca de 35 triliões de dólares de riqueza. Em 2015, o mundo gerou cerca de 85 triliões de dólares de riqueza. Tudo isto apesar das múltiplas crises que ainda temos na nossa memoria recente (que, entre outro fatores, como a inflação, efetivamente têm tornado 90% da população do mundo ocidental mais pobre). Estatísticamente podemos mesmo avançar que o mundo gerou mais riqueza nos últimos 15 anos do que nos 1000 anteriores!

Este fundo é a ode à diversificação. Todos já ouvimos a velha máxima aplicada aos mais diversos temas:

Não se devem por todos os ovos no mesmo saco

Desta forma este fundo investe em:

  1. Diversificação geográfica (investimentos divididos por todo o mundo) – de modo a evitar crises pontuais numa parte do mundo como as que temos vivido ultimamente e ao mesmo tempo beneficiar do crescimento mais acentuado noutra parte do mundo, como os mercados emergentes. Como vimos antes, estando a economia global em constante crescimento, o investidor irá beneficiar deste crescimento, mesmo que um lado do mundo esteja em crise. Para se ter sucesso, o mais importante não é perceber o quando e onde investir, mas sim, apostar numa carteira de investimento global.
  2. Diversificação em termos de ativos (dinheiro, ações, obrigações, commodities e propriedades) – seguindo a mesma linha de raciocínio anterior, se um dos ativos tiver um ano muito mau como por exemplo foi 2008 para o mercado acionista, através de outros investimentos como obrigações, propriedade, ouro, petróleo, etc os restantes investimentos irão fazer com que as perdas não sejam tão grandes, ou mesmo acabando o ano com lucro. Para tal é essencial investir em ativos com correlação negativa, ou seja, se um perde valor outro irá ganhar. Como por exemplo em 2008 o mercado de ações teve perda incríveis ao mesmo tempo que o barril de petróleo atingiu máximos históricos. Para ter sucesso, o essencial não é perceber a relação entre os ativos, mas sim ter uma carteira de investimento o mais diversificada possível.

Para maximizar as vantagens enumeradas nos pontos anteriores, os investimentos devem ser feitos de forma regular, em oposição a um investimento único de uma quantia superior. Porquê? Porque no longo prazo, face ao crescimento económico global, o Investidor irá ter um melhor preço médio por ativo.

Esta abordagem não é nova e tem sido usada por muitos investidores de sucesso nas últimas décadas. O famoso investidor americano Harry Browne afirmou que:

através de uma carteira de investimento verdadeiramente diversificada, no longo prazo, os investimentos vencedores irão adicionar mais valor ao portfólio, do que os investimentos perdedores irão retirar

O investidor inglês Tim Price afirmou que:

verdadeira diversificação é o único “almoço grátis” em investimentos

Jack Meyer, que dirigiu o fundo de investimento da Universidade de Havard, com uma média de retorno de 16% anuais entre 1990 e 2005, que mesmo com a crise de 2008 a afundar o mercado de ações mais de 15%, conseguiu acabar o ano com ganhos de 8,6% (apesar das ações que detinha no seu fundo afundarem 16%, teve ganhos de mais de 75% no mercado de commodities) afirmou que:

o instrumento mais poderoso que um investidor tem a trabalhar para si é a diversificação. A verdadeira diversificação permite construir portfólios com maiores retornos com o mesmo risco, e a maior parte dos investidores são muito menos diversificados do que deviam.

O livro “How to Own the World” avança os princípios por de trás desta metodologia, e avança mesmo com soluções “faça você mesmo”, recomendações de veículos de investimento e mesmo sugestões de investimento mais específicas. Todavia este fundo permite embarcar nesta filosofia com muito menos trabalho e com comissões low-cost.

Tal como sabem X está prestes a investir neste fundo. Esperemos que a estratégia por de trás do mesmo resulte no futuro, nomeadamente para X, como resultou na última década comprovado pelo back-testing.

Estou ansioso para partilhar as novidades que só virão com os anos, da nossa recém nascida caminhada.

E que o caminho o façamos juntos.

X

 

 

 

Publicado por

Senhor X

Mais uma pessoa aleatória a tentar vingar na vida, ambicionando a independência financeira o quanto antes!

13 opiniões sobre “Fundos de Investimento Globais – PEF”

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