Reflexões no Leste Europeu

Caríssimos, X está de volta de uma semana de férias divididas entre 3 dias a devorar quilómetros e a absorver tudo quanto possível da cultura gastronomia e exuberante natureza (foto acima) do nordeste da Roménia, e 5 dias de descanso e convívio no país vizinho.

Normalmente a inércia puxa X para a leitura. E desta vez, não foi exceção. Estes dias foram muito produtivos na arte de devorar livros. X acabou o livro “O Mapa da Independência Financeira” de Paulo Vilhena, emprestado pelo senhor W, e começou o “Uncommon Sense” de Mark Homer, que espera acabar em breve.

Um certo dia X travou conhecimento com um indivíduo que partilhou algumas histórias de empreendedorismo da sua parte e de seus sócios. Fazendo uma longa história, curta, falo-vos de produtos banais tais como um par de óculos de sol ou uma capa para telemóveis, mas com características diferenciadoras, nomeadamente materiais naturais e/ou biodegradaveis, design alternativos, funcionalidades interessantes, etc.

Segundo a experiência partilhada, não digo que o processo seja célere, mas: os custos, relativa facilidade de produção e distribuição deixaram X algo (para não dizer realmente) surpreso. Após a fase de conceção do produto, digamos que enviado um projeto, conseguimos 10 protótipos do nosso produto fabricados na China, cheguem à Europa em menos de 1 mês, por cerca de 100€ (obviamente que isto irá depender do produto em questão). Rápido, muito em conta e tudo feito a partir de um computador com ligação a Internet. Quanto à questão da distribuição, existem todos os mecanismos para exportar o produto para outro continente (neste caso Estados Unidos da América), ter lá uma equipa que controle a qualidade do produto e o reencaminhe para um grande distribuidor, como a Amazon, que se irá encarregar de todo o processo de venda e entrega do produto a troco de uma comissão. Os lucros das vendas serão depositados numa conta na Europa.

Dias volvidos, X ainda se encontra em choque com a relativa facilidade de todo este processo. Chamem-lhe antiquado, mas este mundo da informação move se a velocidade da luz, facilitando e acelerando processos que há uns anos demorariam 10 vezes mais tempo e custariam 20 vezes mais dinheiro.

Este fluxo de informação para o cérebro de X, com um caudal de informação bastante superior ao habitual, criou um ambiente de introspeção. Levantou uma onda de dúvidas e questões sobre a sua situação (económica ) atual.

Muita leitura, muito estudo, algum investimento, o mais significativo em imobiliários. Os retornos são decentes e os riscos controlados. As opiniões dividem-se: há quem afirme que X está no bom caminho, há quem o ache demasiado arrojado, há quem o ache banal. Mas para X tudo isto sabe a pouco, X não sente o seu dinheiro a crescer, nem a metade do ritmo que ambicionava.

Questões surgem:

  • Será que é hora de X se tornar um verdadeiro empreendedor e avançar para o sonho antigo de criar uma empresa?
  • Será que está na hora de apostar em si mesmo, quebrando os grilhões que o prendem ao patronato?
  • Será que X está pronto?

Em parte creio que não. Para já! Mas X terá que se posicionar de uma forma diferente se quiser seguir por este caminho. O caminho da criatividade que eventualmente poderá levar à inovação!

E que o caminho façamos juntos.

X

Publicado por

Senhor X

Mais uma pessoa aleatória a tentar vingar na vida, ambicionando a independência financeira o quanto antes!

Um pensamento em “Reflexões no Leste Europeu”

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