Investimentos – Ser do Contra pode dar (MUITO) Dinheiro

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Caríssimos, investidores, curiosos e até mesmo um mero mortal (quando se fala em investir em acções), já ouviu dizer que se deve comprar barato (quando o mercado está em baixa) e vender caro (quando o mercado está em alta). De gênio não é? Esta frase só pode ter saído da boca do Capitão Óbvio!

Falando mais a sério. A frase anterior, por outras palavras, seja em que mercado for, (acções, imobiliário, commodities, etc) pode ser dita de outra forma. Um Investidor devera:

Comprar quando “todos” estão a vender. E vender quando “todos” estão a comprar

Isto porque quanto o mercado está em alta e/ou em subida, é quando a generalidade dos investidores irá querer investir/comprar, inevitavelmente aumentando os preços (segundo a lei da oferta e da procura). Por outro lado, quanto o mercado está em baixa e/ou em descida, é quando a generalidade dos investidores irá querer vender, inevitavelmente baixando os preços.

Até aqui em teoria, tudo deve parecer bem, mas na pratica, para investidores menos experientes e/ou confiantes (como de certa forma acaba por ser a situação de X), é exactamente aqui que o problema começa.

Os mercados financeiros são movidos por apenas duas forcas: o Medo e a Ganancia

Isto porque os mercados não são tão racionais como as pessoas tendem a pensar. Muitas vezes os sentimentos sobrepõem se à razão, o que regularmente leva a resultados desastrosos para o investidor.

FearGreed

É tão certo os mercados não serem racionais, como os mercados serem cíclicos. O que nunca se sabe é quando cada ciclo começa ou acaba… até o ciclo, de facto acabar! Não vou falar sobre como saber quando cada ciclo começa ou acaba porque nem eu nem ninguém tem uma bola de cristal para adivinhar o futuro. Um investidor informado poderá saber que estamos no principio ou no fim de um ciclo, mas é impossível precisar um dia, mês, ou ate ano em que o ciclo ira terminar.

Ainda que informado, devido à constante indefinição, por vezes é difícil, mesmo para um investidor informado tomar as decisões certas e ir contra a corrente. A titulo de exemplo, num mercado em subida insustentável (vulgo bolha), e o investidor bem munido de informação sabe que mais tarde ou mais cedo a bolha vai rebentar e decido vender o seu investimento. Apesar da decisão teoricamente ser correcta, o mercado poderá manter-se irracional, e manter o seu ascendente (devido ao facto da generalidade dos investidores continuarem a investir, propulsionados pela comunicação social, geralmente sensacionalista, gabando a performance do mercado e citando os ganhos extraordinários de quem esta a bordo deste investimento que navega com a maré), digamos que por mais um ano. Neste caso a ganancia facilmente poderá tomar conta do investidor e fazer com que ele volte a comprar uma posição no investimento que havia vendido um ano antes, mas desta vez a um preço bem mais alto, mitigando parte ou quem sabe todos os lucros que obteve anteriormente. E pior, mantendo este investimento, quando a bolha rebentar e os preços vierem por aí a baixo é que as perdas do investidor serão de facto avultadas.

Este é um perfeito exemplo de como a ganancia pode mover tanto os mercados, como os investimentos pessoais. E tanto como a ganancia move mercados ascendentes, se invertermos a situação, também o medo o fará, apenas no sentido inverso. X é fã de uma famosa frase do celebre economista inglês John Maynard Keynes, que de certa forma resume este exemplo:

Markets can remain irrational a lot longer than you and I can remain solvent

Os mercados sobem e descem, a ganancia e o medo são o que os movem e ninguém pode fazer nada em relação a isso, alem de os compreender e tentar lucrar com isso. Desta forma, muitas vezes e apesar de ser difícil, o investidor bem informado, se tiver razoes para tal devera ir contra a tendência do mercado. Um livro que exemplifica imensos casos de ir contra a maré que X recentemente teve o prazer de ler e recomenda é o “Uncomon Sense” de Mark Homer.


3 - Para onde VouE onde esta X no meio desta conversa?


Pois bem, no meio disto tudo X esta a sentir-se como que entre um lobo corajoso e uma galinha medrosa. X sente-se, por um lado movido pela razão e pela informação de que dispõe, por outro pelo medo e pela ganancia que acabam por causar alguma inercia.

Passo a explicar:

O lobo corajoso surge em tempos de mudança, com uma guerra comercial a escalar, causando para já a descida de muitas matérias primas, bem como dos mercados accionistas em geral, nomeadamente o chinês. Com os escalar destas escaramuças alfandegárias, o comercio mundial, segundo Andrew Hunter, da Capital Economics  irá tornar se menos eficiente levando a uma perda de 2-3% no mercado global.

Para X, no inicio do seu percurso de investimento no mercado accionista (como foi mencionado num post anterior), numa óptica de longo prazo, um mercado em queda não é necessariamente mau, bem pelo contrario. Isto porque com o mesmo investimento (actualmente £150 mensais), X poderá adquirir um maior numero de unidades, o que mais tarde, quando o mercado subir, se irá traduzir em maiores lucros, com menor investimento. Vamos a isto Razão! Vamos ignorar o medo por agora, e esperemos que mais tarde também possamos ignorar a ganancia!

Alguém sabe onde esta a galinha medrosa? Pois bem, está lado a lado com X e com o seu lobo corajoso, embalados pela ganancia que promove a inercia de X. Falo-vos do mercado imobiliário, que creio estar a viver dias incríveis! Pelo menos na zona de Lisboa, tão incríveis que se tornam insustentáveis. X chega a arriscar que já cheira a bolha!

Pois bem, a galinha surge com X a sentir que devia vender um dos imóveis que detém, o qual lhe poderia render cerca de 66% de lucro apôs despesas e impostos. Digamos que 33% de lucro ao ano, após impostos é algo incrível e ao alcance de poucos. Ainda assim X não tem como plano imediato a venda deste imóvel.

Longe de qualquer pretensiosismo, X não crê conseguir fazer negócios destes numa base sustentável. O timming é que foi muito bom, e não se sabe quando tamanha façanha se poderá repetir. Ainda assim, teoricamente, a venda seria boa. Após uma espera moderada (ou talvez não, tal como J M Keynes sugere na menção acima), os lucros poderiam ser investidos em imobiliário novamente. Dois, quem sabe mais imóveis, possibilitando uma alavancagem brutal no portfolio de X.

“O que te pára X?” – Perguntam vocês.

Pois bem: uma pequena pitada de ganancia (e é mesmo uma pequena pitada), na expectativa de deixar o mercado subir um bocadinho mais antes de vender. A elevada carga fiscal que incide sobre as mais valias. Mas essencialmente os dois seguintes pontos:

  • As rendas subiram cerca de 15% e o imóvel, teoricamente irá dar mais lucro que nos anos anteriores (se bem que duvido que as rendas possam subir mais num futuro próximo)
  • Preguiça! Sim, caríssimos, se bem se recordam X é preguiçoso! Se bem que desta vez há razoes validas para tal. A duvida de onde investir os lucros: sendo o mercado imobiliário o destino obvio, os preços impraticáveis actuais e o facto de X passar não mais do que duas semanas em Portugal por ano tornam a busca, selecção, negociação e compra algo complicadas.

Uma pequena nota que a fadinha dos investimentos aliada ao lado racional de X não se cansam de frisar:

Vende, guarda o dinheiro, deixa o mercado cair e volta a investir!

Mas por agora X deve ficar quietinho… O que fariam? Haverão dicas para X?

Fico à espera.

Ate para a semana,

X

Publicado por

Senhor X

Mais uma pessoa aleatória a tentar vingar na vida, ambicionando a independência financeira o quanto antes!

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