Empréstimos P2P – Performance e Considerações – Raize

shared

Caríssimos, espero que o centésimo artigo desta semana (artigo 100!!! yahooooo) encontre bem. Um dos artigos mais lidos (ate agora) no nosso blog foi o Empréstimos P2P – Uma alternativa de Investimento – Raize  portanto, e cerca de um ano volvido após X ter investido na Raize, vamos ver como a experiência correu e o que mudou.

Antes de mais e sem mais demoras, vamos aos números que X tanto gosta.

X investiu 5000€ nesta plataforma, de forma faseada, de maneira a que não poderemos calcular com exactidão uma taxa de juros deste ano, mas iremos avançar números à mesma.

Este montante e juros já vencidos, totalizando 5177.18€, actualmente esta dividido entre 266 empresas, e outras 6 apenas aguardam confirmação para se juntarem à lista. Actualmente temos:

  1. 261 das 266 empresas com os pagamentos em dia, ou seja 98%,
  2. 4 das (1,5%) em atraso, sendo que 3 destas empresas, apenas se encontrem com menos de um mês de atraso, e uma com cerca de 3 meses de atraso. estando prestes a entrar em incumprimento
  3. 1 dos empréstimos (menos 0.5%) encontra-se em incumprimento.

 

raize saldo mar2019

Após impostos e cerca de um ano volvido, falamos em cerca de 3,5% o que é decente, mas longe de ser incrível. Se dermos por perdido o empréstimo actualmente em recuperação a taxa irá baixar para os 2,7%.

Actualmente e face aos valores investidos, X tem estado a receber cerca de 20€ de juros mensais, o que corresponde a uma taxa de juros de 4,6% o que é bem mais agradável!

As taxas de juro brutas tem vindo a baixar dos 7,2%, para os 7%, para os 6,5%, sendo que X esta nos 6,3% e a R aponta a taxa prevista entre os 5,5% e os 6,5%. Isto quer dizer que as taxas de juro tem vindo a baixar, indo de encontro às taxas praticadas pelos banco, se bem que felizmente ainda se encontrem bem longe!


O que temos de considerar quando investimos na Raize?

As taxas de juros (ainda) são muitíssimo superiores às praticadas pelos bancos, o que faz com que a Raize seja muito mais rentável e consequentemente apelativa para os investidores. Mas…

Temos que considerar duas questões:

  1. A Raize surgiu como uma grande novidade em Portugal, seguindo os passos das suas mil e uma irmãs P2P espalhadas pelo mundo agitando os bancos em dois pontos essenciais: aumentando os juros pagos a quem empresta dinheiro (contas poupança na banca tradicional) e reduzindo os juros cobrados às empresas que buscam financiamento. Como? Que magia negra estes malandros trazem? Simples: cortam no spread (diferença entre os juros pagos e os juros recebidos), cobrando baixas comissões e agindo apenas como intermediários entre quem empresa e quem necessita do empréstimo. Caso os bancos se queiram manter no mercado, e com o crescimento das Raizes que por aí andam, terão que se tornar mais competitivos, oferecendo melhores condições. Ao mesmo tempo a Raize terá que fazer o mesmo, e talvez por isso estejamos a ver a media das taxas de juro a baixar. O facto da Raize ganhar visibilidade, também maiores empresas, com menor risco, comecem também  a usar a Raize para se financiarem, pedindo grandes empréstimos a taxas de juro relativamente baixas, contando como uma grande percentagem da oferta da Raize, puxando assim também para baixo as taxas de juros oferecidas aos investidores.
  2. Todos sabemos que os potenciais ganhos estão sempre relacionados com o nível de risco. Como a Raize a contar cada vez mais com maiores empresas (que acarretam menos risco de não pagarem) como suas clientes, as taxas de juro tenderam a baixar, ainda assim e com a recente ma experiência de X com uma empresa em incumprimento, esta é uma possibilidade que deve sempre ser tida em conta. Em menor volume monetário, mas em maior numero, a Raize conta cada vez mais com mais empresas de alto risco, que se propõem a pagar mais de 10% de juros, o que se correr bem é óptimos, mas que acarretam grande risco de incumprimento.

Conclusões?

X continuam feliz com a Raize, mas cada vez mais alerta para o risco (que de facto é uma possibilidade real) de incumprimento, que se pode converter em perdas algo difíceis de digerir, especialmente para um jovem investidor como X. Outro ponto a considerar é o expectável declínio das taxas de juro oferecidas.

Em relação à redução das taxas de juros não há muito a fazer, a não ser procurar por alternativas fora da Raize. Relativamente ao crescente risco de incumprimento, a melhor aposta é a diversificação. Reduzam o montante investido em cada empresa e aumentem o numero de empresas em que investem. De bónus, tornam a vossa posição muito mais liquida, podendo vender apenas parte dos vossos investimentos se quiserem retirar algum dinheiro da Raize.

Esta diversificação apenas tem uma desvantagem, que é o maior tempo para colocarem os vossos investimentos.


X ira continuar com a sua posição e se possível (difícil) irá aumenta-la este ano ligeiramente. Ao mesmo tempo, X reduziu o valor do Tracker (valor máximo investido em cada empresa) de 150€ para 100€ e agora pra 50€, diminuindo o seu envolvimento com cada empresa para valores de menos de 1% do capital investido por empresa.

X continua a acreditar que a Raize ainda poderá trazer muito e bom dinheiro a muitos investidores em Portugal! Se se quiserem aventurar um pouco com a Raize, o registo é gratuito e podem investir montantes a partir dos 20€. Se se quiserem registar e contribuir um pouco para este blog, podem utilizar o link: Raize

Bons investimentos,

X

Publicado por

Senhor X

Mais uma pessoa aleatória a tentar vingar na vida, ambicionando a independência financeira o quanto antes!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s