Estará a maior crise de sempre prestes a rebentar?

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Será que sim? Será que não?

Ora vejamos…

3 - reolgios

Caríssimos, hoje gostaria de começar com um breve disclaimer: não tenho a certeza o quanto conteúdo dos meus artigos tem transparecido a minha falta de tempo e consequente dedicação para com os mesmos. Recentemente eu, X, deparei-me com um novo desafio a nível profissional que me tem consumido uma quantidade absurda de tempo, e entre muitas outras coisas na minha vida, a dedicação a este blog acabou por ser uma das muitas sacrificadas.

Com muita pena minha, os investimentos de X ainda não são suficientes para assegurarem um rendimento que me satisfaça as minhas necessidades básicas e muito menos as minhas ambições, de maneira que me é impossível fugir do maldito TRABALHO! E dentro do razoável, X irá estar onde for melhor remunerado.

Tudo isto para dizer que os meus próximos artigos deverão ser mais curtos e leves do que o costume. Poderei mesmo vir a ter que me baldar à nossa tradição de quarta/quinta feira.

Esperemos que não! Mas voltando ao tema do artigo de hoje…

Estará a maior crise de sempre prestes a rebentar?

Numa abordagem um pouco diferente, gostaria de vos expor muito brevemente alguns factos e desafiar-vos a deixarem a vossa opinião nos comentários (obviamente incluindo os meus comparsas W e Z).

Pois bem, passando a factos: hoje em dia estamos perante as taxas de juros mais baixas e durante mais tempo da generalidade dos bancos centrais em redor do mundo. Consequentemente, o mercado obrigacionista também tem vindo por aí a baixo (em termos de juros) e por aí a cima em termos de preços. Recentemente a tendência tem sido de imprimir ainda mais dinheirinho (especialmente no Japão e na Europa, mas em breve também na America) e de ainda baixar mais as taxas de juros, tudo isto para fomentar o consumo e adiar a próxima recessão. Já não basta que haja tanto interesse em comprar títulos de divida alemã com juros negativos a 20 anos, ainda temos o exemplo de na Dinamarca já se conseguirem créditos habitação com juros efectivamente negativos, ou seja, podemos comprar uma casa por 250.000€ e pagar ao banco ao fim de 10 anos um total de 240.000€. Estranho, não?

A nível social, é claro o aumento do populismo (tanto para a esquerda como para a direita do espectro politico) em redor do mundo, talvez em especial na Europa. A nível politico a instabilidade é clara em solo europeu e americano, para não falar do instável Médio Oriente e da louca Coreia no Norte. A nível comercial estamos a lidar com o escalar de uma guerra comercial a nível  mundial, que nos tem trazido tarifas comerciais e desvalorização de moedas para combater essas tarifas.

Estranhamente a inflação ainda não acelerou. Mas a verdade é inflação, deflação, recessão ou seja o que for causar a próxima crise, creio que esteja perto. E não sou o único a achá-lo, ora não fossem os activos de refugio contarem com ganhos (muitas vezes) de dois dígitos percentuais, tais como os francos suíços, ou os yens japoneses, os metais precisos ou até as crypto moedas.

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Não querendo ser o arauto da desgraça, creio ser claro o receio dos mercados de estarmos perante uma grande crise.

A minha pergunta é:

Será um exagero, ou tudo isto será devidamente fundamentado?

Se quiserem desenvolver:

Até onde irá o mercado? Estaremos numa bolha, se sim, até onde ela irá? Quando irá  rebentar? Se estiverem investidos em alguns destes activos de refugio, quando será a melhor altura para realizar lucros?

Digam me de vossa justiça nos comentários!

Bons investimentos,

X

 

 

Publicado por

Senhor X

Mais uma pessoa aleatória a tentar vingar na vida, ambicionando a independência financeira o quanto antes!

Um pensamento em “Estará a maior crise de sempre prestes a rebentar?”

  1. Com meio mundo a dizer que a nova crise está iminente, vai-se andar a adiar e adiar e adiar. Ela vai acontecer quando menos se esperar e rápido (!) devido ao medo generalizado. Em termos práticos para o cidadão comum, podem ser um perigo em diferido, lento e mais duradoro. Poupar e viver abaixo das possibilidades é a melhor maneira de passar por uma crise e ainda beneficiar dela.

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