Como Investir #2 na Raize

Neste caminho para investirmos e desenvolvermos as nossas competências, e riquezas, surge mais um concorrente! A Raize!

Caso queiram saber o que é, como funciona e como podem vocês investir na Raize, venham daí!

A semana passada introduzi-vos às bases do investimento, àquela sensação de colocar um dinheiro de parte e eventualmente vê-lo crescer por muito pouco que seja. Esta semana iremos continuar neste caminho e vamos elevar um pouco mais os ganhos!

Portanto, o que é a Raize?

Como instituição, é uma gestora de financiamento colaborativo regulada pela CMVM (O que trás alguma segurança na legitimidade do negócio). A empresa fundada por três jovens empreendedores foca-se em duas partes, criar uma bolsa de empréstimos para apoiar pequenas e médias empresas e por outro lado permite que pequenos investidores constituam essa bolsa de empréstimos e possam receber um retorno por isso. Ou seja, há empresas que precisam de financiamento competitivo e há investidores que querem fazer algum dinheiro com as suas poupanças. Junta-se os dois e…

Puff! Fez-se o chocapic!

Esclarecidos(as)?

Como é que isto tudo funciona?

Da parte das empresas não tenho informação para falar (até porque aqui falamos mais do lado do investidor) #tudoEu. Do lado do investidor, nesta plataforma podem começar por criar a vossa conta registando-se no site, introduzir os vossos dados, definir um NIB/IBAN que esteja associado à vossa pessoa e fazer um depósito a partir de 20€ na vossa conta e fazer um empréstimo (valor mínimo são 20€). Depois vão esperando que a empresa que usou o vosso dinheiro vos pague a tempo e horas esse mesmo dinheiro mais uns pozinhos de juros! Estes pozinhos (mais uma fracção do vosso dinheiro) é pago mensalmente. Eu digo pozinhos mas na realidade estamos a falar em cerca de 6% de juros por ano sobre o dinheiro investido. E isto minhas pessoas, não é nada mau para a aplicação que é (claro que vem aí a história dos imp…

Então e impostos?!

Era isso que eu ia dizer. Desses 6% a Raize apenas debita na vossa conta (da plataforma) o valor líquido, ou seja, a taxa liberatória de 28% sobre os ganhos é aplicada e o que fica no vosso bolso já é o valor limpinho. Isto é à imagem do que falei sobre os certificados do tesouro na semana passada. Concluindo, podem esperar retornos efetivos de 4 e tal %, o que é bastante agradável.

Parece-me bem e estou entusiasmado(a)! Seguindo os teus ensinamentos, oh Z, tenho de ver os riscos disto não é?

Que orgulho! Vocês estão mesmo atentos! É verdade, tudo o que seja acima de certificados do tesouro, convém ter atenção a algumas coisas e a Raize não é excepção. O risco mais comum na Raize é o atraso no pagamento das prestações por parte da empresa. Por experiência, para mim não tem sido um verdadeiro problema por que o que eu tenho em atraso é geralmente 0,5% do valor em carteira e até agora ainda não tive nenhuma empresa que tivesse falido (que é outro risco). Para empresas falidas temos o exemplo de X, que está a passar por isso. Segundo as estatísticas disponíveis, desde o inicio da Raize, 2,9% dos créditos ficaram incobráveis. Portanto é esta a probabilidade de investirem numa empresa e ela desaparecer do mapa.

Como evitar isto ou diminuir o risco?

Diversificar! De momento só se usa o Tracker (uma espécie de robot da Raize) para investir. Por isso aconselho a porem valores pequenos em cada investimento e fazerem muitos investimentos espalhando assim o risco. Mas como é óbvio, se não estão confortáveis com as vossas probabilidades, não invistam!

Então e o que achas deste investimento?

A minha opinião é que é, ainda, um bom investimento para quem está a começar e para quem tem perspectivas de aprender mais sobre investimentos. Dá-vos um friozinho na barriga quando abrem a vossa conta pela primeira vez e aprender a lidar com a ansiedade de “largarem” o vosso dinheiro numa instituição que não é um banco (e o medo psicológico de confiarem numa plataforma on-line que não um tradicional banco. Mas há diferenças?…). Na minha experiência, tem servido quase de conta-poupança durante muito tempo e investir na Raize catapultou a minha vontade de investir noutras coisas, fazendo de mim o que sou hoje como investidor. Merece o meu voto de confiança até ao dia que comece a ver muitos atrasos e muitas empresas a falir, mas acredito que esses dias ainda estão longe e irei brevemente reforçar o meu investimento na plataforma e contar com pequenos investimentos em grandes quantidades de empresas.

É isto! Espero que tenha sido esclarecedor e que tenham ficado mais informados(as). Se ainda tiverem alguma dúvida ou já usem a Raize, comentem abaixo a vossa experiência! Creio que poderá ajudar muita gente a tomar uma decisão sobre esta plataforma.

Para a semana irei falar de PPR’s por isso se é algo que vos interessa, apareçam!

Até lá,

Z

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4 opiniões sobre “Como Investir #2 na Raize”

  1. Como funciona exactamente o Tracker? Que parâmetros devemos ter em consideração? Obrigada, excelente artigo, estou a pensar investir nesta plataforma!

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    1. Olá! Fico muito contente e agradeço o feedback! O Tracker funciona como uma aplicação que investe por ti automaticamente em vários empréstimos (sempre que tenhas dinheiro) e segundo a Raize, de forma diversificada. Basicamente selecionas a “tab” do Tracker e defines o valor máximo que queres meter em cada empréstimo, aceitas os termos e condições e ativas. Simples. Deverás ter em consideração que se queres a maior variedade de empréstimos deves por valores baixos (com o mesmo valor tens mais investimentos assim) sendo que o valor mínimo é 20€. Por outro lado se os valores são pequenos e estás a começar, pode demorar um pouco até o Tracker fazer investimentos que utilizem todo o dinheiro que tens na plataforma. Espero que tenha sido esclarecedor!

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  2. Olá! Parabéns pelo blog e pela partilha! Num mundo ‘umbiguista’ partilhar com outros conhecimento é algo verdadeiramente excepcional.

    Pergunta: como vêm os recentes avisos de recessão (Alemanha, etc) e como sugerem que se faça relativamente a investimentos mais expostos a este contexto económico, como é o caso da Raize?

    OBRIGADO!

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    1. Obrigado pelo feedback! De facto a partilha nestes assunto é preciso e é para isso que cá estamos!
      Quando à pergunta, a resposta não é simples. O “mercado” do ponto de vista accionista está, ainda, em valores muito altos (não significa que não possa subir mais) e está a ver-se muita volatilidade. Nestes casos investimentos com menor risco como dívida (bonds) e acções de empresas mais resistentes a “crises” que pagam dividendos é uma forma de continuar a investir com alguma salvaguarda. No que diz respeito a plataformas como a Raize, estas não estão tão ligadas aos mercados bolsistas, estas dependem de certa forma do consumo e de como a vida do cidadão está a correr. Ou seja, se as pessoas deixam de ter vontade de comprar coisas, as empresas faturam menos, faturando menos têm menos disponibilidade de pagar empréstimos e a Raize pode passar a ter mais empresas não cumpridoras. Diria que ainda não estamos nessa fase, e poderá ainda levar algum tempo para isso acontecer e quando isso acontecer, guardem o vosso dinheiro uns meses que as oportunidades de investirem em saldos vão aparecer que nem cogumelos. 😉
      Finalmente em relação aos avisos de recessão, já se fala desde 2012 que a próxima grande crise vem aí. O arrefecimento da Alemanha já tem iniciativas por parte do governo alemão para dar uma ajudinha e as bolsas já estão animadas outra vez! O mesmo acontece para a China que já anunciou estímulos para empresas. Dito isto, o futuro é um mistério.

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