Como Investir #3 Num PPR

Isto não é para idosos! Isto é para todos e quanto mais cedo melhor! Queres um bom complemento à vossa reforma? Não queres arriscar muito e queres nem se quer olhar para os teus investimentos? Então este artigo é para ti!

Vá, admite, viste PPR sabes o que é a sigla e pensaste logo num velhinho a atravessar a estrada com alguém na mão, não foi?

E se eu te dissesse que um Plano Poupança Reforma é melhor servido quando és jovem? Que a melhor idade para começar são os 18 anos? Pois é! Vou-te explicar o que é um PPR, que tipo de PPR tens para constituir, as suas vantagens e desvantagens e o que esta aplicação do teu dinheiro pode fazer por ti.

Primeiro, o que é um PPR?

É muito simplesmente uma solução de investimento que, a quem constitui, permite um complemento à reforma, uma poupança de longo prazo. Serve para “guardar” o teu dinheiro até à  idade da tua reforma e nessa altura “libertar” todas as tuas poupanças que fizeste no PPR mais uns jurozitos! Que, a ver vamos, podem rondar os 10% ao ano! Podem! Mas vamos com calma.

Para este fim há imensas opções de PPRs, começando nas opções do teu banco que podem ser umas 5 por banco, ás opções das seguradoras que têm outro tanto para cada seguradora que há no mercado, até às opções das casas de investimento e gestoras de fundos.

Isso parece muita escolha! Estou um pouco perdido(a)!

Normal! Ainda eu estou, para ser sincero, mas vou tentar ser o mais sucinto e claro possível. Portanto vamos lá ver que tipos de PPR existem:

Fundos – São PPR que funcionam como se fossem fundos de valores mobiliários, ou seja, um saco enorme de dinheiro coletivo que está aplicado em acções, dívida de países, moeda, matérias primas, etc. São um mix destas coisas todas que uns gestores desses fundos compram e vendem para que a carteira do fundo fique robusta e que cresça em valor para os seus constituintes. Esse valor nem sempre é garantido e pode haver perda de capital investido. Tem um retorno potencial mais elevado que pode passar dos 10% em alguns anos, porque o risco é maior, mas tem a hipótese de não correr bem! Se o mercado financeiro vai a baixo, em principio estes fundos também vão sofrer um pouco. Contudo este risco é mitigado historicamente pelo facto de o mercado, mesmo com as crises e as bolhas e não sei quê, tem tido sempre um crescimento em qualquer período com mais de 20 anos! Ou seja, se deixarem o vosso dinheiro por mais de 20 anos nestes fundos, historicamente, ganham dinheiro.

Seguros – São PPR que funcionam como retorno que as seguras dão ás pessoas que lhes metem o dinheiro na mão. É na realidade um fundo, mas da própria entidade que permite a aplicação do dinheiro. Este tipo de PPR normalmente tem o capital garantido, ou seja, na pior das hipóteses se por um cataclismo qualquer o PPR não crescer, só perdem o dinheiro das comissões de gestão do PPR (que podem ser muito pequenas) e têm o vosso dinheirinho inicial garantido. Pelo perfil de risco ser mais baixo os retornos também são mais baixos. Geralmente os ganhos estão indexados às taxas do Banco Central Europeu (Euribor) e os PPR têm um limite máximo fixado de retorno de 4%.

AAAHHHHH! ok acho que já percebi, e como é que escolho?

De uma forma simples, depende da idade que tens e do risco que queres correr!

Se és uma pessoa jovem na flor da idade, riscos é para ti! Tens tempo para ver o mercado crescer ao longo de 30 ou 40 anos e neste momento ainda te podes dar ao luxo de nem te preocupares muito com o dinheiro que investes no PPR porque tens energia e vitalidade para trabalhar #trabalhaMalandr@. Se por outro lado já tens mais de 40 e muitos, não é tarde e podes sempre fazer um PPR mais seguro que dá um retorno menor mas não desfazes as poupanças de uma vida numa fase que o que queres menos é preocupações com dinheiro.

Portanto, já vimos o que é, o que podem ganhar, os riscos falta-me falar dos IMPOSTOS!

Aqui a história até não é muito grotesca e até pode ser agradável. Portugal após a saída da troika implementou uns benefícios fiscais para estimular a poupança dos indivíduos. Para os PPR, dependendo da tua idade, podes receber no IRS do ano que aplicas o dinheiro, até 20% dessa quantia (até um máximo de 400€, ver primeira tabela aqui). Atenção que se fazes resgates antecipados tens de devolver este dinheiro. Claro está que se quiseres fazer resgates podes até fazer mas terás que ver quais as condições contratuais para o fazer e as penalizações que tens por isso. Outro beneficio é os impostos sobre os ganhos que aqui se levares o PPR até ao fim ou levantares conforme as condições especiais do DL158/2002, apenas pagas 8% dos lucros em impostos, fazendo a menor taxa que conheço sobre mais valias em Portugal.

Mas! Ainda há um pormenor que conta e muito! Meus amigos e minha amigas:

Tenham atenção às comissões!

Os PPR têm, geralmente, 4 tipos de comissões: comissão de subscrição, comissão de reembolso, comissão de manutenção (ou taxa de gestão anual) e comissão de transferência. Os valores para estas taxas variam um pouco e há quem não cobre por subscrição mas cobre por manutenção ou vice-versa e… *musica triste a tocar* …em alguns casos as taxas anulam por completo os ganhos num ano. Por isso vejam bem este detalhe.

Para concluir, se depois de leres este artigo e ficaste com vontade de subscrever um PPR, dirige-te ao teu banco ou seguradora, ou banco de investimento e pergunta o que têm para ti porque há muito para escolher. São de uma forma geral boas aplicações para quando chegares à reforma teres um maior pé-de-meia que terias se pusesses o dinheiro de baixo do colchão e ainda teres uns retorno no IRS (que podes usar para investir noutras coisas).

Se achas que te faz falta um artigo fazendo uma análise ao que existe no mercado, deixa o teu comentário aqui por baixo, deixa um comentário no nosso Facebook ou mesmo no nosso canal de Youtube!

Até lá,

Z

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2 opiniões sobre “Como Investir #3 Num PPR”

  1. Quero investir num PPT e gostava de saber que PPR’s especificamente são melhores em termos de taxas em PT. Será que podes fazer um post com as tuas sugestões para eu avançar? Obrigada!

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