Breves considerações sobre o mercado do Petróleo

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Bolsas em queda, uma pandemia que não para de alastrar, quarentenas impostas prestes a desencadear uma tão prevista recessão, o escalar dos desentendimentos da OPEC, etc.

Os males que assolam o nosso mundo são variados e a conclusão é simples, e evocando o velho dito:

A coisa está preta!

Introdução engraçada, mas que certamente foi denunciada pelo título do artigo que hoje vos trago!

Sim caríssimos, hoje quero-vos falar um pouco mais do nosso querido petróleo. Também conhecido como Ouro Negro. E falando em Ouro Negro, um pouco off-topic, gostaria de evocar também o Presidente Gasolina, primo do Príncipe do Ouro Negro. Para quem não tem noção do significado do grau de parentesco de “primo“, o Príncipe do Ouro Negro explica brilhantemente em aportuguseire, o que tentarei transcrever e traduzir para português.

Definição de primo:

A mãe dele, com a minha mãe

Os pais de nossa mães… Sao irmaos!

Para os mais curiosos, deixo também o vídeo a baixo.


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Num registo apenas ligeiramente mais sério, gostava de vos falar um pouco da loucura que se tem vivido no mercado petrolífero e de vos actualizar o estado dos Petro-folio.

Antes de mais, gostaria de recomendar a leitura de dois artigos que escrevi sobre petróleo:

  • Inicio de Fevereiro: O primeiro onde exponho as razões de considerar o sector do petróleo um bom investimento (ainda com os preços a rondar os $65)
  • Inicio de Março: O segundo, revisito a minha análise anterior após o cocktail composto pelo binómio Covid-19/desentendimento na OPEC ter atirado os preços para os $30

Hoje (09/04/20) com os preços do BRENT a rondar os $33, cerca de 56% a cima dos mínimos de $21.5 registados no fim de Março. Temos tido eventos que promoveram a volatilidade dos mercados tendo o pico da mesma sido atingido no dia de 2 Abril com variações de mais de 40% num só dia.

Estes eventos podem ser comparados ao elenco de uma novela ranhosa, como podem ver abaixo! Fica o resumo:

Tudo estava bem na escola secundaria de Petrolandia, onde as cheerleaders Natália (Rússia) e Yara (Arábia Saudita/OPEC), amigas de longa data, viviam e conviviam felizes com a Mary (América).

Certo dia a Natália e a Yara zangaram-se porque não conseguiram chegar a um acordo sobre as cores das suas vestimentas de cheerleaders (cortes de produção de petróleo) face às ultimas tendências da moda (a redução da procura e preço do petróleo devido ao Covid-19). As amigas Natália e a Yara viraram inimigas e cada uma delas decidiu fazer as suas próprias vestimentas (aumento de produção de petróleo, e consequente queda das cotações).

Quem nao ficou nada bem com esta desavenca foi a Mary, cuja mãe (Shale Oil), custureira deixou de custurar as vestimentas para as cheerleaders da escola secundaria de Petrolandia, perdendo o seu ganha pão (Shale Oil deixarem de ser rentaveis).

Mary decidiu então aparentemente intreceder e tentar ajudar a reatar a longa amizade de Natália e a Yara, tendo como real ojectivo devolver o ganha pão de sua mãe. Para tal, Mary (Trump/América) decidiu ligar a Natália e Yara separadamente de modo a que ambas aceitassem algumas cedencias de parte a parte e que se  sentassem a  conversar.

Aparentemente hoje (09/04/20), Natália e Yara sentaram, conversaram e fizeram as pazes, após chegarem a um acordo relativamente às cores das suas vestimentas de cheerleaders.

FIM

Aparentemente o plano de Mary resultou, reatando a amizade entre Natália e Yara, e ainda devolvendo o ganha-pão a sua mãe. Parece que a felicidade voltou à Petrolandia.

Mas será que Natália e Yara terão reatando a amizade de verdade? Será que a mãe de Mary tenha de facto recuperado o seu ganha-pão para o futuro? Será que a felicidade voltou à Petrolandia?

Perguntas pertinentes de facto, mas teremos que esperar pelo próximo episódio para saber o desenlace desta bonita história.


Fechemos então com uma actualização rápida do meu Petro-folio, e com o renovar das minhas expectativas positivas para o sector do petróleo, seja pelos cortes de produção acordados, o que deverá de potenciar o aumento das cotações, ou pela possível falência e abandono dos mercados das exploradoras Shale Oil, o que por sua vez também irá remover oferta, potenciando também o aumento das cotações.

Como pontos negativos, temos no curto prazo a incerteza trazida pelo Covid-19, que reduziu a procura em cerca de 30%, mas que creio que não deverá durar muito tempo (sendo uma boa janela de compra). Creio que o maior risco provem do facto das medidas para evitar a propagação do vírus nos poderem levar a uma longa recessão. No longo prazo temos a tendência de migração dos hidrocarbonetos para as energias verdes.

Entretanto, temos exploradores de petróleo a bons preços e que regularmente pagam aos seus investidores óptimos dividendos.

Atualização do meu “Petro-folio”

A 09/04/2020 encontro-me com as seguintes posições, e resultados:

  • BP -16% VS -37% o mês passado
  • RDSB (Shell) -27% VS -32% o mês passado
  • BHB Billiton -6% VS -28% o mês passado
  • CVX (Chevron) -19% VS -22% o mês passado
  • XOM (Exxon Mobil) -22% VS -28% o mês passado

Bens investimentos,

X

 

Publicado por

Senhor X

Mais uma pessoa aleatória a tentar vingar na vida, ambicionando a independência financeira o quanto antes!

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